O Linkedin está sendo invadido pelo conteúdo político

Cubos com o ícone do Linkedin

O Linkedin está se tornando uma aberração com tanto conteúdo estranho àquilo que se espera de lá. Uma rede social criada para conectar profissionais não deveria permitir a entrada de conteúdo político ou de selfies desconectados com o mercado de trabalho.

Não somos o Twitter nem o Instagram: somos uma rede de profissionais.

Eu passei pelo Orkut, Twitter, Facebook e Instagram. Passei pelo caos dos grupos do Whatsapp. O Linkedin sempre foi a mais decente das redes.

Dizem que ele é difícil de entender, que é cafona. A verdade é que, dentre as redes populares, ele é a única que mantém a sua essência: uma rede de relacionamento entre profissionais.

Como propósito geral, as mídias sociais populares só querem amontoar pessoas. Elas até criaram comunidades, grupos e até “melhores amigos”, mas não conseguem esconder a Torre de Babel que se tornaram.

Os usuários publicam coisas impublicáveis sem levar em consideração quem está atrás da tela. Pode ser uma criança ou a mãe de alguém.

A invasão do Linkedin

Infelizmente, esse fenômeno invadiu o Linkedin: o último reduto da tolerância, respeito, diversidade e profissionalismo. Seus membros são como um gentleman, cansa. Apesar disso, é melhor que seja assim.

O Linkedin está sucumbindo. Até então não se falava em política. Fiquei estarrecido quando, pela primeira vez, vi alguém brigando sobre a política binária que divide nossa nação. Eu não acreditei que um profissional daquele cacife tinha se dado o trabalho de publicar uma coisa daquelas.

Passados alguns dias, pasmem, vi uma foto de uma moça com as pernas cruzadas na praia, no maior estilo Instagram. Talvez estivesse comemorando uma promoção ou novo emprego. Não se sabe.

Pernas cruzadas na praia

Como se não bastasse, na mesma timeline havia um post comemorando um jogo da Champions League. “Ah, Danilo, poderiam ser publicações contextualizadas com a temática profissional.”

Era não, meu caro amigo. “No da Champions tinha só um “enguuuula“.

Antigamente os influenciadores digitais citavam Aristóteles, Lemman e falavam sobre o mercado financeiro. Alguns amigos publicavam seus cursos, eventos. Outros pediam empregos, ao passo que empresas abriam vagas.

Max Gehringer e Márcio Sérgio Cortella ensinavam ética e a etiqueta do mercado de trabalho.

Passado alguns anos, os debates estão mudando. O bem-sucedido dono da Cacau Show perdeu lugar para re-postagens do presidente da república. Bráulio Bessa sumiu e em seu lugar reverberaram as mensagens do ex-presidente.  Vários governadores criaram seus próprio perfis para suas anunciar obras e serviço. Somos o Linkedin News?

Imagem vermelha com o nome Linkedin News

Alguém precisa avisar às assessorias jurídicas dos políticos que o Linkedin não é o melhor canal para distribuir press release barato e em massa. Isso não pega bem. Nossos ouvidos não são penicos como o são quando um carro de som passa cantando aquele jingle horrível do qual não podemos escapar.

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2 comentários em “O Linkedin está sendo invadido pelo conteúdo político

  1. Boa matéria, mas entendo que quem usa o Linkedin é bem seletivo quanto a esse tipo de material e publicações! Tenho mais de 5.000 conexões e minha timeline é bem limpa e quando aparece algo do gênero, sem pudor nenhum desconecto-me do indivíduo por entender que ali não é lugar para isso. Simples assim e mantenho minha timeline apenas comno que quero. Aprendi isso na propria rede.

    1. Olá, Francisco

      Lamento que algumas pessoas não pensam como você. Às vezes os nossos seguidores não publicam isso, mas curtem esse conteúdo que findam aparecendo na nossa timeline.

      Vamos continuar expurgando essas pessoas.

      Que bom ter a sua opinião por aqui. Um grande abraço!

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